Governo recua e já admite salário mínimo de R$ 550
Vice-presidente diz que fecha com Planalto, mas propostas de R$ 560 e R$ 580 não caem
Vice-presidente diz que fecha com Planalto, mas propostas de R$ 560 e R$ 580 não caem
(segundo notíca publicada no site do jornal O Dia)
Rio - A pressão por um reajuste maior para o salário mínimo, com ganho real, já está fazendo efeito. Depois de ser repreendido pela presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria admitido conceder piso nacional superior aos R$ 540 (5,88%) propostos no orçamento deste ano. Há especulações de que o valor chegue a R$ 550 (7,84%).O recuo do homem forte da Fazenda teria sido provocado por Dilma, contrariada por ele anunciar o veto dela ao piso maior que os R$ 540, caso o valor superior fosse aprovado no Congresso. A chefe não gostou. Ontem, até o vice-presidente Michel Temer teria recuado e dito que seguiria o governo. Desde a segunda-feira, a disputa política por cargos do segundo escalão envolve a decisão sobre o piso nacional, e, provocativo, Temer levantou a possibilidade de proposta maior.
Não é surpresa. O governo deu 6,41% para as aposentadorias e pensões do INSS acima do mínimo, contrariando estilo adotado desde 2003, que privilegiava o piso nacional. Estava claro que o valor seria elevado.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vai manter sua proposta de apresentar emenda de piso de R$ 560 (9,8%): “Não tomei a decisão com base no partido. Foi uma decisão individual. É claro que iremos discutir isso durante a votação. Se ficar comprovado que não é possível pagar, eu retiro a emenda. Mas acho que se o deputado Paulinho (Paulo Pereira da Silva, do PDT de São Paulo), que é do partido do ministro do Trabalho (Carlos Lupi), ofereceu R$ 580, é porque há condições de dar mais”.
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